"Mais difícil do que terminar um relacionamento

é permanecer nele"

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

"É a sensatez que aumenta os absurdos?"

"É a sensatez que aumenta os absurdos?"



A primeira vez que essa frase do Poeta mato-grossense Manoel de Barros me fez refletir foi ainda às vésperas do vestibular da Uesc, em fins de 2007. A prova me obrigara a ler seu "Livro das Ignorãças" e entre tantos poemas, "hermeticamente incompreendíveis ao meu olhar ignorante, esta frase me chamou a atenção.

Eu tinha um exemplo próximo que me deu um estalo. Aquele meu amigo certinho, que liderava os trabalhos escolares, engomadinho em todas as ocasiões, que tinha as opiniões mais corretas e maduras. Ele acabara perdendo a garota que tanto gostava para um cara largado e baladeiro, pouco compromissado com os estudos. A justificativa da garota pela escolha? "Ah, ele é tão certinho, é legal, mas é correto demais"

Daí me veio a primeira idéia de que ao ser certinho demais, você seria absurdamente sensato. E os valores que aprendi começaram a se inverter daí. Da prática realidade adolescente que eu acabara de presenciar.
Mas a frase não me prenderia o pensamento só nesta vez. E a concepção iria se reforçar mais à frente.

Ao ler "o Retrato de Dorian Gray" uma das frases do autor me chamava de novo a atenção: "Admito a força bruta, mas a razão bruta é intolerável".
A razão bruta é realmente repugnante. Quantos lados pode-se ter uma história até você julgá-la por um recorte? E trabalhar com jornalismo muitas vezes é doído por muitas vezes ver gente acreditando piamente em recortes, ou simplesmente comprando opinião. Tudo bem, eu já fiz isso, mas tô aprendendo e desaprendendo também.

Sabe, eu chutei o balde quando fui viver minha insensatez, achando isso a coisa mais linda do mundo.Tudo porque o lema era simples e confortável. "Não me julgue, é a tua sensatez que aumenta os absurdos"
Mas a razão de viver sem razão, de ser feliz ferindo gente, a razão de querer ser um monte de coisa pra um tanto de gente, de querer ser engraçado, inteligente, sério e inconsequente, numa contradição respaldada pela frase de Manoel só me tornou mais torpe e medíocre.

Algumas coisas aconteceram nos últimos dias e aquele senso de recomeço já não bate a porta. Já me invadiu por inteiro. Ser insensato justificando isso pelo fato de que ser correto demais não quer dizer que ser correto é ruim. A insensatez também é uma forma de absurdo ora! Há que se ter cuidado com tantos valores invertidos por aí.

Humildade pra recomeçar, refletir e se permitir releituras de que:

A sensatez demasiada aumenta os absurdos, mas a falta dela também.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Querida!



Acorda!

Que a corda que te amarra é a tua marra,

Ar de um limite que nos omite ser de coração

A cada palavra que a língua pede e a razão impede

Sinto teu senso inerte

De não ser entregue a mais um blefe.

Tuas vendáveis vendas são lendas, que relendo, relembro que são tendas

Que cairão

Com a tempestade, que te invade, mesmo tu majestade, que a mim é tão venerável

Tem seus momentos de vulnerável.

Impecável Abelha rainha, que quando minha, espelha sozinha sua imponência de pouco mais de um metro e sessenta.

Com todos seus argumentos, cê senta e me explica que ainda hesita

Em acreditar na minha história esquisita de re-amar, de remar contra o tempo, contra o vento

Aí você inventa que é impossível, que é impassível de esquecer.

Eis que ser, assim amor, é dor. É tentar dominar o amor.

A moral, que não me dá, me dá forças pra morar essa esperança

Nas interpretações das suas insinuações, que você jura ter passado longe do que acho são. Você jura que o passado é longe. Do que acho que é.

Quieto eu pretendia ficar, e nem te procurar, curar-ia assim com os dias teus nãos. Pensando acertar telhas longe dos vãos. Aceitaria tê-la longe das mãos,

Tudo em vão, se nas mãos, está a passagem, se não, nem responderia as mensagens que das mãos partem

A tímida coragem, porque as palavras escritas agem

Por nós quando não há voz. Desatam nós, nos atos

Implícitos. Não importa se é parecido, se é recomeço, se é início, se é algo novo ou revivido.

Em portas entreabertas temos sido, mas ainda é pouco. Se me sinto oco quando ouço que é tarde. Covarde é resistir minha bela

Covarde é não re-existir minha abelha.

Eu sei que demora, pra gente admitir que olha

Pra trás

E que o corpo implora por mais.

Por mais, que o espaço nos vença e evite agora a presença, ainda temos tempo

De ser um pro outro

E eu ainda sou

O mesmo garoto.

Bobo e tonto que te amou tanto.

Tudo bem, somos avessos e isso já sabemos, melhor meu bem é lembramos

Que quando estamos, somos

Intensos, mesmo que controversos e alheios inclusive

Diferenças demais não atrapalham,

Se o que não se explica, se vive.

É nas nossas contradições que você se rende, me beija e em sorrisos me prende,

Se eu me afasto, você disfarça, e sendo assim

Já não me desfaço do que me arrasta

Porque no fim

Você me abraça e declara sono e eu

Teu dono

Digo: dorme!

Que é meu amor enorme, que outra vez te envolve e devolve os nossos

Melhores dias

Coração.






data que escrevi este texto: 25/09/2009

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Quando um cafajeste dis-trai seus princípios...

Convulso e embaralhado em nuances entre primeira e terceira pessoa, “Quando o cafajeste dis-trai seus princípios” é um conto-crônica que conta em prosa versada a versão do autor para um fato que aconteceu com um dos seus.


Parecia tão improvável quanto o Corinthians ganhar uma Libertadores...

Tão duvidoso quanto ele gostar das frases feitas que ela sempre adorou.

Como é que uma pessoa alfabetizada pode amar tanto estes poetas de ocasião? Talvez este não seja o seu caso amiga, mas dá raiva deduzir que aquelas frases não são pra mim.

Pior é que elas acabam soando em minha direção.

Foi tão sem noção sabe, tão agoniante quanto engolir goela abaixo meu ego machista ao vê-la desmontar meus sólidos pré-conceitos um a um, em dois ou três beijos.

E que beijos! E que abraços! Que amassos!

Ela era muito mais do que me mostrava e exibia pra todos nas suas fotogenias só pra provocar,

E se tinha uma coisa que eu sabia que aquela garota sabia era isso...

Sábia era sua arte de provocar. Já tinha desenhado ela no meu pensamento: Andar rebolativo, sorriso movediço, cabelos findáveis minuciosamente na sua cintura arteira...

Ah menina! Desde muito cedo você me faz parar! Ah garota, naquele minuto incerto você era a única que me faria reparar. Como pôde me sedar tantas vezes hein?

Na verdade como pôde vedar meus olhos na primeira dessas vezes?

Acho que foi ali, naquele momento tão despretensioso que a gente acabou se dis-traindo, foi assim naquele prazer sem julgamento que acabamos nos desmentindo. Isso mesmo, nos desmentindo é a expressão correta. Afinal nem eu, nem você havíamos planejado nada, e poderíamos jurar que seriamos ultima opção um pro outro.

A cada novo toque, a cada hora de sono perdida naquela noite e nesses meus dias, eu vou te descobrindo e descobrir o que há por dentro desse turbilhão de endorfina é de uma facilidade inversamente proporcional ao que foi descobrir seu corpo.

Mas foi ali, sentados lado a lado, rindo e falando junto que a gente não se notava mais como nas conversas de antes, de repente bateu aquela súbita vontade...

Será o que tinha demais naquilo que todas já tinham provado?

Será que diacho essa mulher tem que todo mundo quer segurar no seu rebolado?

Pois é, foi tão despretensiosamente quanto, tão vio-lentamente no balanço daquilo que chamávamos de enquanto, que a gente ia se desvelando, ocultando aqueles sentidos que eram desnecessários. Eu não precisava olhar pra você, nem você tão pouco fazia alguma questão de me ouvir. Teu perfume misturava-se ao meu, teu gosto de madrugada ganhava sabor à medida que sua pele tateava a minha, sem pretensão alguma, a gente só queria aquele perigo, aquele proibido já tão ausente há tanto tempo...

Mas teria que chegar o dia né? Nossos ouvidos já estavam prevenidos, nossas desculpas ensaiadas e o disfarce tacitamente combinado. Pena que você acreditasse que o meu texto fosse o ctrl c e ctrl v de todo cafa. E na verdade era, e eu achava que era esse o diferencial.

Mas sabe como é né? A volta pra casa deu um F5 na vida de todo mundo e esses clichêzinhos de papo de MSN vieram a tona com tanta força que me fizeram acreditar naquelas frases de efeito dos tais poetas de ocasião.

Os dias foram passando e depois de palavras alcoolizadas e beijos trôpegos eu só conseguia me sentir mais envolvido, a importância daquela amizade, que vinha com beijo de brinde, aumentava, e se uma mensagem vinha eu relia umas 10.000 vezes, engraçado era notar que eu achava 10.001 significados praquelas letras mal-ecaixadas que logo eu precisaria apagar.


Quando o cafajeste notou, já estava querendo pintar amor onde só existia aventura, ela insistia em dizer: é um erro, é uma conseqüência de um relacionamento só pra cumprir tabela que você arrasta campeonato atrás de campeonato.

Então percebi que eu queria o tira-teima, o jogo de final, como se diz: “a nêga”. Seria em campo adversário, seria uma espécie de treinamento para os meus sentidos mais tímidos que aflorados teriam que reagir a cada ação passiva de alguém bem segura do queria daquilo: nada, simplesmente isso. Ah morena!


Mas se é pra se divertir? Não vamo ficar só no carrossel né, tem o bate-bate ainda. E lá fomos nós outra vez, sem pudores, sem amores, sem rancores. Só com nossas cores, negras e insidiosas, capazes de nos omitir diante de um prazer que transbordava novamente e deixaria mais marcas, inclusive nas paredes.

Era um misto de sentimento e tezão, era um jogo de prazer e querer bem, fechar o olho aumentava a vontade, encará-la antecipava a saudade. O dia chegou de novo então, trazendo realidade a minha fantasia, era hora de parar, viajei decidido a isso. Já tava de bom tamanho, não passaria dali e qualquer cafajeste com pouco tempo de mercado sabia que era investir tempo demais, mas a carne é fraca né? E o coração?

O negão é vagabundo... só bastava um sinal, mas chega de iniciativas, aquilo já tava indo longe demais, quando o celular vibrou, torci pra que aquela mensagem não fosse sua, não adiantou lá se foi outra vez, e como das outras vezes... foi sabendo, que poderia não mais voltar...


quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Era uma vez um menino...




Tão brincalhão e irresponsável que parecia mesmo feliz. A sua chegada já fazia brotar nos seus amigos aquele sentimento de “ qual será a próxima que ele vai contar?”. O menino era apaixonado pelo sorriso alheio, provocar um breve momento de alegria em alguém era o seu maior motivo de tntar ser quem era.


O menino se apaixonou, acreditou no amor da menina e decidiu rir menos, ler mais e tornar-se homem. O menino cerrou então seu olhar em uma única direção e acreditou. Sim ele podia ir mais longe e quem sabe ser feliz enfim, o menino, a menina e outros meninos e meninas que viriam deles.

Só não esperava que no meio do caminho de deixar de ser menino, a menina não o acompanharia.
Mas a primeira menina acenou de longe e lhe disse: boa sorte!


Embriagado pelos novos sonhos o menino mal podia reparar que repetia um a um, os erros daquele que o fez menino. A responsabilidade o fez sensato por 15 segundos e a sensatez por mais 10 segundos o fez ser absurdamente maduro e esquecer que não precisaria deixar de ser menino para ser homem. O menino caía pela primeira vez e esbarra em si mesmo sem agora saber a direção que seguiria. Pensou em ficar e deixar o caminho que parecia sem sentido. Mas o sentido do caminho veio no caminhar do menino.







E então lá veio a menininha que arrebataria aquele menino como se fosse o último, como se fosse a última, como se fossem únicos. Tão rápido quanto à coincidência, coincidira que os dois se afastariam através de meios de aproximação.


O menino agora desmotivado, pela segunda, terceira ou quarta vez se entregava aos delírios de não se entregar a nenhuma outra menina. Mas os mesmos ventos que levaram sua menininha, trouxeram-lhe uma menina independente, experiente e porque não mais encorpada também. Aos olhos de garoto, mais uma aventura, mas ao coração de menino seria o colo tão esperado.

Lá fora do coração dele já pulsava um mundo que exigia do menino fazer parte do mundo, não mais por uma menina, mas por três mulheres que sempre houveram e haveriam em sua vida. Sua mãe, sua irmã e sua avó. O menino enfim se deu conta que lutava por muito mais gente do que supunha e o cansaço que hora o fizera querer ceder, deu lugar a alegria renovada de provocar novos sorrisos.


O homem-menino arranjara espaços para ser homem e para ser menino.
Brincadeiras e meninices, maturidades e decisões o fazem agora essa dualidade que o impede de saber quem é. Aquele que era menino ainda existe, aquele que virá a ser homem também, no entanto, tão embaralhado como o caminho tortuoso do menino está seu coração...

Sem saber se sua risada espontânea que faz o riso de outros, o faz realmente feliz.





Müller Nunes Leandro em 07/08/2011

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Editorial


A graça da justiça cega

Justiça. Tão questionada, tão almejada, tão combalida. Sua premissa? A igualdade entre todos perante as leis, que por sua vez tentam manter a ordem social. Paródias e sátiras quanto à sua cegueira vêm e vão, permeiam e fazem rir da piada sem graça e eterna, a cegueira do semióforo que deveria refletir imparcialidade e isenção.
Ah! O bom brasileiro, o honesto, respeitador, hospitaleiro, generoso e cordial brasileiro! Aquele que deixa as informalidades, aquele que une o familiar ao público, peraí! O familiar ao público? Pois é, talvez soe até bonito, mas essa sociabilidade aparente, incutida às mentes não exerce efeito positivo na estruturação da ordem coletiva. Isto, quando visto em instituições públicas, o servidor precariza o serviço, e faz o que bem entende,porque dele o emprego é não é? Não, não é! É serviço público, a exoneração é um processo loooongo! E os deputados aéreos? Que decolaram com o dinheiro público, “ah não é porque minha esposa precisa vir me visitar duas vezes no mês, meus filhos irem três vezes a disney, e blá blá blá!” A justiça que é cega ou será que não quer ver? Ou vê e fica muda, ouve reclamações e se ensurdece, é preciso gritar, expor, pra algo enfim se mostrar atrás dessa inércia. É preciso vir à tona nos meios de comunicação, porque se não fica fácil contrariar as leis, por à frente o conveniente em detrimento do que é da gente!
É preciso duvidar dessas relações de cordialidade na coisa pública, é preciso saber que as leis que mais nos prendem são as que não nos impõe, quanto à justiça? Haverá mais sátiras e mais risadas enquanto mantermos essa cultura individualista disfarçada de generosa.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

...mais uma de amor


Inacabado.


Fazia tempo, mas de novo eu te encontrei, estranho e de repente como sempre
Desprevenido, me deixei levar pela sensação que de modo tão incomum, como naquela época, fez aumentar gradativamente a minha ansiedade, pensamentos desconexos de palavras e dedos permeando involuntários o teclado, que sofreu coitado, com sucessivas agressões que precisavam ser ligeiras, já que você já havia anunciado o pouco tempo de que dispunha. Não hesitei como de praxe minha covardia me impunha.Toquei no velho assunto, incitei lembranças sobre a velha história... E os momentos que sucederam eram muito semelhantes aos quais de tanto lembrar eu já havia esquecido, esquecido não! Guardado. Guardados como a minha esperança naquelas noites de ouvir o telefone tocar, e por isso já se preparar pra disparar e não deixar ninguém além de mim, atender pra saber se era você. Longos meses foram aqueles que sucederam aquela noite a qual desajeitado e sem muito papo sentei e deixei a tal covardia de lado pra perguntar sobre o que você gostava, e mentir um pouco também, eu permitia-me apenas saber que aquilo seria uma aventura, uma história de verão, mas como sempre objetivar um capricho me levou a superestimar o que ainda nem era sentimento, e que de modo gigante me tampou os horizontes e me fez fazer planos mesmo sem esperar resposta de quem inspirava estes sonhos. Aos poucos os telefonemas escasseavam e a realidade desanimadora me realçava a lembrança de que não éramos da mesma cidade e adolescentes o bastante pra depender demais de casa. Eu até preferiria, mas o difícil era não fazer valor e não me importar com o que pensava sobre mim. Continuei me declarando e você confirmando que iria acontecer, bastava eu aparecer, eu esperava a oportunidade, o pretexto de ir lá, era a covardia de novo, eu queria andar com os pés dos outros... Não suportava a idéia de ir, não dar certo e me arrepender, esse medo de tentar sempre atrapalhando experenciar... Eu sempre me lembro, foi depois do são João, julho meu padrasto iria vender um carro por aí, eu fui de carona e fiquei de sentinela na praça, uma hora e meia depois vi tua irmã passando, sim era ela, eu a segui até criar coragem de chamar seu nome e perguntar de você. Ela me levou na tua escola e ao te ver, o redor perdeu valor diante do que era tua pele clara e cabelo amarrado naquele dia... Eu falei bastante, nervoso eu não reagia a você, aliás, reagia, eu só não agia, foram três ou quatro beijos e a impressão que deixei não devia ser das melhores, eu fui você não ligou mais e eu também não mais voltei...
E hoje após mais um dia de aula comum, a internet resolve conectar, e quem aparece falando comigo pelo MSN? Você, que se permitiu admitir, ainda não me esquecera e se pudesse não perderia a chance de ficarmos juntos de novo... A vida se renovou... A distancia aumentou, mas não foi capaz de limitar a recordação do teu semblante, que se apagava, mas se eu disser que não penso mais em você, mentiria... É estranho, mas é preciso saber, sentimentos não são retos... Fazia tempo, e hoje você de novo me encontrou, alheia e surpreendente como sempre... E agora eu fico aqui a pensar se foi só um lampejo da memória, ou se era hora de recomeçar. O que está inacabado perturba, e talvez esse seja o segredo de não esgotar o amor... ficar sempre assim inacabado.

domingo, 21 de dezembro de 2008

Sou uma parte do todo

BlogBlogs.Com.Br

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E de hoje em diante vou meditar as flores,

vou ouvir as folhas, ler as sinuosas montanhas...

em cada tronco vou escrever uma lembrança...

em cada canto dos passaros ouvirei a esperança.

Tateando o vento,

tagarelando e vendo,

sorrindo e vivendo,

por vezes serio e sereno..

nos formigueiros sou gigante,

nas florestas sou pequeno...

Sou o que se é SENDO