"Mais difícil do que terminar um relacionamento

é permanecer nele"

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Era uma vez um menino...




Tão brincalhão e irresponsável que parecia mesmo feliz. A sua chegada já fazia brotar nos seus amigos aquele sentimento de “ qual será a próxima que ele vai contar?”. O menino era apaixonado pelo sorriso alheio, provocar um breve momento de alegria em alguém era o seu maior motivo de tntar ser quem era.


O menino se apaixonou, acreditou no amor da menina e decidiu rir menos, ler mais e tornar-se homem. O menino cerrou então seu olhar em uma única direção e acreditou. Sim ele podia ir mais longe e quem sabe ser feliz enfim, o menino, a menina e outros meninos e meninas que viriam deles.

Só não esperava que no meio do caminho de deixar de ser menino, a menina não o acompanharia.
Mas a primeira menina acenou de longe e lhe disse: boa sorte!


Embriagado pelos novos sonhos o menino mal podia reparar que repetia um a um, os erros daquele que o fez menino. A responsabilidade o fez sensato por 15 segundos e a sensatez por mais 10 segundos o fez ser absurdamente maduro e esquecer que não precisaria deixar de ser menino para ser homem. O menino caía pela primeira vez e esbarra em si mesmo sem agora saber a direção que seguiria. Pensou em ficar e deixar o caminho que parecia sem sentido. Mas o sentido do caminho veio no caminhar do menino.







E então lá veio a menininha que arrebataria aquele menino como se fosse o último, como se fosse a última, como se fossem únicos. Tão rápido quanto à coincidência, coincidira que os dois se afastariam através de meios de aproximação.


O menino agora desmotivado, pela segunda, terceira ou quarta vez se entregava aos delírios de não se entregar a nenhuma outra menina. Mas os mesmos ventos que levaram sua menininha, trouxeram-lhe uma menina independente, experiente e porque não mais encorpada também. Aos olhos de garoto, mais uma aventura, mas ao coração de menino seria o colo tão esperado.

Lá fora do coração dele já pulsava um mundo que exigia do menino fazer parte do mundo, não mais por uma menina, mas por três mulheres que sempre houveram e haveriam em sua vida. Sua mãe, sua irmã e sua avó. O menino enfim se deu conta que lutava por muito mais gente do que supunha e o cansaço que hora o fizera querer ceder, deu lugar a alegria renovada de provocar novos sorrisos.


O homem-menino arranjara espaços para ser homem e para ser menino.
Brincadeiras e meninices, maturidades e decisões o fazem agora essa dualidade que o impede de saber quem é. Aquele que era menino ainda existe, aquele que virá a ser homem também, no entanto, tão embaralhado como o caminho tortuoso do menino está seu coração...

Sem saber se sua risada espontânea que faz o riso de outros, o faz realmente feliz.





Müller Nunes Leandro em 07/08/2011

2 comentários:

Marcinha disse...

e é isso que te faz tão especial, estar na transição de menino.. homem. Deveríamos, todos.. Ser assim como você.
Texto muito interessante amigo!
=)

Anônimo disse...

Você já demonstrou ser, especial! Te admiro muito.

Continue sendo esse homem-menino ou menino-homem,porque de uma forma ou de outra, o sucesso e a felicidade você conquistará assim, com seu carisma inconfundível!

Lu Macário