
Que a corda que te amarra é a tua marra,
Ar de um limite que nos omite ser de coração
A cada palavra que a língua pede e a razão impede
Sinto teu senso inerte
De não ser entregue a mais um blefe.
Tuas vendáveis vendas são lendas, que relendo, relembro que são tendas
Que cairão
Com a tempestade, que te invade, mesmo tu majestade, que a mim é tão venerável
Tem seus momentos de vulnerável.
Impecável Abelha rainha, que quando minha, espelha sozinha sua imponência de pouco mais de um metro e sessenta.
Com todos seus argumentos, cê senta e me explica que ainda hesita
Em acreditar na minha história esquisita de re-amar, de remar contra o tempo, contra o vento
Aí você inventa que é impossível, que é impassível de esquecer.
Eis que ser, assim amor, é dor. É tentar dominar o amor.
A moral, que não me dá, me dá forças pra morar essa esperança
Nas interpretações das suas insinuações, que você jura ter passado longe do que acho são. Você jura que o passado é longe. Do que acho que é.
Quieto eu pretendia ficar, e nem te procurar, curar-ia assim com os dias teus nãos. Pensando acertar telhas longe dos vãos. Aceitaria tê-la longe das mãos,
Tudo em vão, se nas mãos, está a passagem, se não, nem responderia as mensagens que das mãos partem
A tímida coragem, porque as palavras escritas agem
Por nós quando não há voz. Desatam nós, nos atos
Implícitos. Não importa se é parecido, se é recomeço, se é início, se é algo novo ou revivido.
Em portas entreabertas temos sido, mas ainda é pouco. Se me sinto oco quando ouço que é tarde. Covarde é resistir minha bela
Covarde é não re-existir minha abelha.
Eu sei que demora, pra gente admitir que olha
Pra trás
E que o corpo implora por mais.
Por mais, que o espaço nos vença e evite agora a presença, ainda temos tempo
De ser um pro outro
E eu ainda sou
O mesmo garoto.
Bobo e tonto que te amou tanto.
Tudo bem, somos avessos e isso já sabemos, melhor meu bem é lembramos
Que quando estamos, somos
Intensos, mesmo que controversos e alheios inclusive
Diferenças demais não atrapalham,
Se o que não se explica, se vive.
É nas nossas contradições que você se rende, me beija e em sorrisos me prende,
Se eu me afasto, você disfarça, e sendo assim
Já não me desfaço do que me arrasta
Porque no fim
Você me abraça e declara sono e eu
Teu dono
Digo: dorme!
Que é meu amor enorme, que outra vez te envolve e devolve os nossos
Melhores dias
Coração.
data que escrevi este texto: 25/09/2009
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