"Mais difícil do que terminar um relacionamento

é permanecer nele"

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Deturparam-nO!!!




nAMORo?





Mãos dadas ou algemas?
Carinho e colo são praxe e não mais refúgio
E todo nosso leito raro é substituído pelo MESMO colo frio e sujo
Corações irrigados de apreço dão lugar a mentes viciadas em problemas
O belo era a irresponsabilidade.
E rejeitar possibilidades é criar dilema.

Priorizar, priorizar, priorizar
E o sabor do imprevisto perdeu lugar pra prioridade.
Será essa a lógica do ilógico amar?
Reclama-se muito da rotina, mas tudo que conseguimos é tentar repetição do que se gosta.
Mil perguntas de uma resposta... e há necessidade em dizer saudade mesmo sem desejar?

Até a rotina do prazer pode ser desprazerosa
Mas há de se quebrar o brinquedo para satisfação
Completa a lista de obrigações o buquê sempre de rosas
Finais de semana exigem xícaras de chá
“É só uma fase vai passar, o tempo é senhor da razão!”

Um viver paralelo no mesmo mundo
Beijos e cobranças, abraços e silêncios
Enfadados mas insistindo em viver os mesmos calados momentos
Abster-se do resto roubou-nos o assunto
E aí Manuel a tua pergunta se faz minha resposta
“É a sensatez que aumenta os absurdos!”


Quando satisfações substituírem frases de amor, beijos se tornarem convenções, datas valerem mais do que dias, relógios rangerem e horários regerem, é bom se lembrar que você deu um sinônimo ao amor.







Müller Nunes Leandro (10/09/2008 – 01:20)

10 comentários:

Anônimo disse...

"...E rejeitar possibilidades é criar dilema. ..."
É, dizer mais o que depois disso?

Unknown disse...

Então, eu continuo, o que dizer aqui?
'.. E o sabor do imprevisto perdeu lugar pra prioridade.. '

Mülleeeer, te faleei que é 'simplesmente' sem palavras !

Anônimo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anônimo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anônimo disse...

Palavras complementadas por sabedoria. Parece que amastes intensamente a ponto de descrever o real e o verídico da consistência de amar! Já, eu, desconheço o amor!
Nos preencha com mais leituras... Aguardo!

Alexandre Fernandes disse...

Que maravilha!! Mais um autor... Continue escrevendo e brincado com as palavras, criando amares, amores, híbridos e lânguidos.... Abraços
Alex

Anônimo disse...

É Müller... Falar de temas de "praxes" como amor, amizade, paz, ódio traz uma responsabilidade imensa; porque os que conseguiram nos encantar falando sobre esses assuntos hoje são referenciais mundial.... da amizade falamos de Cícero e Montaigne, do amor e da guerra... por que não Vinicius de Morais? Da Paz com Elisa Lucinda...etc etc etc... Complicado né? Complicado falar desses temas quando os referenciais são muito “grandes” e as comparações não deixam de acontecer. Há quem leia seu poema e pense que seja falta de criatividade falar sobre um tema tão popular; eu olho pro seu poema e vejo como um desafio, vejo-o como um autor contemporâneo que quer desmistificar o mito de um namoro de aparências e conseguiu traduzir isso bem direitinho: escolha lexical muito bem estruturada, intertextualidades muito bem escolhidas (Elisa Lucinda, sobre a rotina; Manuel de Barros ao criar dilemas), e você não rejeitou possibilidades heim? Ta aí: falar de amor, de namoro, de rotina é tão complicado quanto falar sobre a “loteria da babilônia” que nós vivemos... Você, felizmente, não foi sorteado por essa loteria, não pertence aos “alienados” mauricinhos, você pertence ao mundo de verdade, e eu te desejo às boas vindas à ele! Continue escrevendo poesias, porque escrever poesia é apenar sentir, é dar ordem a um exercito de palavras pra conquistar um império extinto. PARABÉNS, como já lhe disse, TEXTO ESPLÊNDIDO!

JÉSSICA PIRES ;]

ps. comentando de um projeto de blogger q fiz ano passado! shuaiosha

Pablo disse...

muller vê oque você acha...

Posso ouvir o vento passar,
assistir à onda bater,
mas o estrago que faz
a vida é curta pra ver...
Eu pensei..
Que quando eu morrer
vou acordar para o tempo
e para o tempo parar:
Um século, um mês,
três vidas e mais
um passo pra trás?
Por que será?
... Vou pensar.

- Como pode alguém sonhar
o que é impossível saber?
- Não te dizer o que eu penso
já é pensar em dizer
e isso, eu vi,
o vento leva!
- Não sei mais
sinto que é como sonhar
que o esforço pra lembrar
é a vontade de esquecer...
E isso por que?
Diz mais!
Uh... Se a gente já não sabe mais
rir um do outro meu bem então
o que resta é chorar e talvez,
se tem que durar,
vem renascido o amor
bento de lágrimas.
Um século, três,
se as vidas atrás
são parte de nós.
E como será?
O vento vai dizer
lento o que virá,
e se chover demais,
a gente vai saber,
claro de um trovão,
se alguém depois
sorrir em paz.
Só de encontrar... Ah!!!

Anônimo disse...

legal seu texto, não sabia que tinha blog!

Amanda . disse...

Lindoooooooooooooooo!